A NFL (National Football League), liga de futebol americano, estuda incluir chip na bola para facilitar decisão sobre o touchdown.
Touchdown é a maior pontuação em uma partida de futebol americano e consiste em atravessar a bola inteira a linha da end zone. Sim, a bola inteira. Assim como é no gol do futebol ao redor do mundo.
Como podem verificar na reportagem, foi verificado que inserir chip na bola é mais barato do que aumentar o número de árbitros na linha de fundo. Enquanto alguns esportes andam de mãos dadas com a tecnologia, o futebol continua na idade da pedra. E eu indago algumas questões:
1. Quantas vezes, durante um campeonato de futebol, existe a controvérsia se a bola entrou ou não no gol? Agora, equipare esses números com as controvérsias em relação aos impedimentos em lances cruciais. Qual é mais importante?
2. Se o custo é maior e o “fator humano” continua sendo preponderante, então porque pensar na solução de incluir um árbitro somente para observar a linha de fundo?
Para mim as respostas são simples. E, sendo assim, para os dirigentes também são. Aí eu faço a pergunta: será que eles realmente estão interessados em tornar o futebol um esporte justo, acima de tudo?
Duvido, e muito!

Ontem a noite o Los Angeles Lakers se sagrou campeão da NBA, temporada 2009/2010. Foi o seu décimo sexto título. Uma hegemonia que divide com o Boston Celtics (17 títulos) ao longo da história da liga de basquete mais famosa do planeta.
As finais foram exatamente como esperavam os chefões da liga: encontro entre as duas franquias mais famosas e vitoriosas, jogos acirrados e tudo decidido num sétimo e último jogo. Os jogos foram realmente equilibrados com altos e baixos de ambas as equipes. Mas o que mais me chamou a atenção foi a arbitragem, infelizmente.
É notório que os árbitros da NBA apitam os jogos dos playoffs e, consequentemente, as finais de maneira mais branda. Para deixar o jogo fluir e ter aquela impressão de jogo duro, “pegado”. Tem jogadas que a pancadaria rola solta e nada é assinalado. Segundos depois, um simples esbarrão é falta. Tudo isso torna o jogo (ou espetáculo, como os estadunidenses gostam de pregar) um show de arbitragem no mínimo contraditória. A ” lei da compensação” acontece durante todo o jogo: erros de marcações são compensadas segundos depois com faltas inexistentes. Há quem ache isso tudo normal. Mas, convenhamos, para a auto intitulada melhor liga do planeta, esse tipo de atitude é depravante e mancha o “espetáculo”.
Outro ponto interessante são os números de títulos das duas equipes em quadra nessa quinta-feira a noite: 33 títulos contra 31 dos demais campões. É a nítida influência do dinheiro nos resultados da liga, mesmo que ocorra o Draft todo o ano. E isso vai de encontro ao pregado equilíbrio da competição. Mas isso é pauta para outra discussão em breve.
Parabéns ao Lakers e ao Pau Gasol, o MVP das finais (e não Kobe Bryant, o eleito) para a minha humilde opinião.