Inspeção sanitária

Foi realizado nos EUA uma inspeção sanitária em todos os estádios e ginásios da NHL, NBA, NFL e MLB. Todas as principais ligas e times do país. O resultado foi assombroso expondo a baixa qualidade dos alimentos, do atendimento e da higiene.
Ao ler a página (em inglês) percebe-se que existem diferentes padrões de baixa higiene. Existem problemas desde do funcionário que não lava as mãos até 53 fezes de rato encontradas em uma única lanchonete. Mas todos são violações graves!
Bom, estamos falando de um país que sabe organizar eventos de primeira qualidade. De arenas que parecem um shopping center ao invés de um ginásio de basquete. Mas existem problemas. E muitos. Imagino o que seria encontrado se fossem realizadas inspeções nos estádios de futebol (só para citar um tipo de arena esportiva) aqui no Brasil.
Eu tenho uma boa experiência em estádios do estado de São Paulo. Da capital até o interior mais longínquo. E, infelizmente, me acostumei com a péssima higiene que encontro por aí. Fico admirado quando vejo mulheres entrando nos banheiros. Elas devem estar muito necessitadas para utilizarem tal fétido local. Lembro de uma vez que fui ao Pacaembú na torcida visitante, e o banheiro masculino estava, antes de começar o jogo, com água no chão na altura quase da canela. Não estou brincando. O que todos faziam? Urinava de cima da escada para dentro desse enorme piscinão. Uma cena, no mínimo, lamentável.
Tudo (banheiros, assentos, comida, atendimento etc) é de baixíssima qualidade. E ninguém faz nada. Os primeiros que deveriam se preocupar com isso são os próprios clubes. Eles que deveriam melhorar a qualidade do que servem aos seus torcedores para que, cada vez mais, aumente o número de expectadores. Porém é comum ouvir de dirigentes, e até torcedores, imaginem, que esse tipo de gasto não é importante para o time, o clube.
Além de ser um pensamento mesquinho, é, antes de tudo, pouco profissional. É pensamento de quem não sabe lidar com o seu principal cliente: o torcedor. Em tantas partidas de futebol que já presenciei nos estádios, verifiquei que crianças e mulheres são os maiores consumidores de comidas (pipoca, churros, refrigerante, chocolate, pastel etc) em estádios. E eles são minoria! Quando haverá um dirigente com visão e pensará nesse público que tende, sempre, a crescer nos estádios?
Fazer uma reforma nos banheiros custa, com certeza absoluta, menos de 1% da folha salarial de um clube da Série A. Porém esse “gasto” poderá reverter num aumento de, quem sabe, 20% do público feminino. O que acarreta, consequentemente, em aumento da arrecadação de produtos vendidos dentro do estádio, aumentando a arrecadação do clube. O mesmo vale para lanchonetes e ambulantes.
A conta é simples. Só falta um pouco de boa vontade e fiscalização severa. Caso contrário, ninguém se preocupará com isso.





