27/07/2010

A convocação do Mano Menezes

Arquivado em: Uncategorized — Gustavo Scalzilli @ 09:16

A convocação do Mano Menezes, novo técnico da seleção brasileira de futebol, foi muito interessante. Acredito que novos nomes são sempre bem vindos para podermos ver um futebol diferente, de atletas que queiram mostrar serviço. E, porque não, acabar com aquela sensação de intocabilidade que muitos jogadores tinham ou tem na seleção.

Mas confesso que não gostei da convocação do Robinho. Já faz alguns anos (anos eu disse!!) que ele não mostra um bom futebol digno de ser tão consagrado quanto dizem, ou ele mesmo acha, por aí. É claro que é um bom jogador. Mas, para mim, só. Desde os títulos do Santos anos atrás (não estou falando de agora, mesmo porque agora “só” foi o Paulista) que o atleta não desequilibra um torneio e/ou campeonato. Real Madrid e Manchester City sabem muito bem disso. Contrataram-no a peso de ouro e nenhum retorno foi recebido. Está na hora de trocá-lo por alguém mais novo, com mais vontade, com mais futebol. Robinho já mostrou o que tem, e eu não gostei.

O resto da seleção tenho minhas considerações, porém acho que merecem um voto de confiança. Vamos ver como será a escalação de Mano Menezes e acompanhar esse novo trabalho.

Uma pena que os convocados não foram somente do Brasil, como Ricardo Teixeira prometeu. Mas ele também tinha prometido que tudo estava acertado com o Muricy Ramalho e deu no que deu. Eu queria ver um time legitimamente brasileiro em campo. Mas o que foi anunciado já é um bom começo.

Simbora Mano!

26/07/2010

O Brasil é Enea

Arquivado em: Voleibol — Gustavo Scalzilli @ 11:25

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Sim, ENEACAMPEÃO! Nove vezes campeão da Liga Mundial de Vôlei. Esse é o Brasil! O país do vôlei!!

Das últimas dez edições da competição, o Brasil ganhou 9. Uma marca incrível e admirável. Atualmente não há, que eu saiba, uma seleção de esporte coletivo que tenha tamanho domínio como o vôlei masculino brasileiro. E o feminino começa a sua jornada com o título das últimas olimpíadas. É admirável, espantoso, sensacional, incrível…

Mesmo com tantos atletas novos, parte devido às contusões e parte à natural renovação, a seleção ganhou um jogo duro, mas nem tanto, contra a Rússia. Nem tanto, pois eu esperava algo mais parelho. Salvo o 3o set em que os russos atropelaram o Brasil, o resto parecia que estava tudo sob controle. Ao menos é a impressão que eu, como torcedor, tive. Um controle das ações por parte da seleção brasileira e que, quando teve oportunidade, liquidou o jogo.

Parabéns ao Bernardinho que comanda a seleção com tamanha maestria. Parabéns aos atletas antigos e novos, que mostram que o esporte é, atualmente, definitivamente, o principal vencedor do país.

Brasil o país do Vôlei!

Contador é Tri

Arquivado em: 2010 — Gustavo Scalzilli @ 11:11

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No “Le Tour”, Alberto Contador, da Espanha, foi campeão com a diferença de 39 segundo para o segundo colocado Andy Schleck, de Luxemburgo. Após 20 etapas, quase 92 horas e, aproximadamente, 4mil km rodados a diferença entre ambos foi menor do que 1 minuto. É impressionante. Parabéns ao Contador que estabeleceu seu terceiro título na competição mais famosa do ciclismo no mundo.

Como já disse anteriormente, não sou nenhum conhecedor do esporte para comentar tecnicamente, mas acompanhei a maioria das etapas e queria expor alguns pontos interessantes:

  1. o público: impressionante como há o envolvimento da platéia com os atletas durante todas as etapas do tour. Principalmente nas etapas de montanha. Isso mostra como o ciclismo faz parte da cultura dos europeus. É lindo de ver e, ao mesmo tempo, preocupante. Tem momentos que é tanta gente na frente dos atletas que fica a preocupação de que algo pode acontecer a eles. Existem comentários que recebem tapas de incentivos. Fico imaginando se algum desmiolado resolve fazer algo contra os atletas. Ainda bem que não é futebol e o padre escocês está bem longe de lá;
  2. a estrutura das equipes de apoio: os carros de apoio que acompanham os atletas fazem um show a parte. A comunicação via rádio, a entrega de suprimentos e a troca de equipamentos são sempre feitos com rapidez e eficiência. É incrível ver como tudo isso funciona. Incrível, também, é ver o carro médico da prova atendendo os atletas em movimento. Os curativos são feitos pela janela do carro à uma velocidade de 60 km/h. Lindo de ver;
  3. uma pena que não tenhamos divulgação devida para as provas brasileiras. A volta de São Paulo acontece todo ano e é difícil de ver as cidades envolvidas acompanhando e muito menos notícias nos veículos de comunicação. Espero que isso mude um dia.

19/07/2010

O custo do gol

Arquivado em: Futebol, Marketing Esportivo — Gustavo Scalzilli @ 14:10

Segundo o site UOL cada gol do Ronaldo custa ao Corinthians R$550 mil. Foram 7 gols em 7 meses.

É notório que o retorno de mídia e exposição dos patrocinadores aumentou após a contratação do atacante. Mas a discussão, em relação à validade desse tipo de ação, é sempre válida. Muitos clubes realizam ações de impacto esperando um retorno equivalente. Porém, é sabido que pouco acontece. Inclusive, fica a preocupação em relação ao time corintiano: se Ronaldo não frequentar os gramados nos próximos meses, o retorno continuará alto para os patrocinadores?

O mesmo acontece com os salários dos jogadores considerados “normais”. A folha salarial é absurdamente alta em comparação ao retorno que esses jogadores realizam aos clubes. Jogadores de nível técnico duvidoso ganham pequenas fortunas de clubes com média de público abaixo de 5mil pagantes e faturamento abaixo do que paga-se de salário. Mas a culpa é de quem? Para mim, dos clubes. Enquanto não houver uma união entre eles para acabarem com essa discrepância de valores, o jogo continuará o mesmo.

E quanto aos treinadores? Qual o real retorno de um técnico que ganha R$ 400mil por mês? Para mim, nenhum. No Brasil não há clube que consiga arcar com esse tipo de remuneração. No exterior, talvez.

Esse ponto precisa ser revisto para que clubes não aumentem cada vez mais suas dívidas. Mas isso depende somente deles. Ninguém mais.

12/07/2010

Pitacos finais da Copa do Mundo 2010!

Arquivado em: Copa do Mundo 2010 — Gustavo Scalzilli @ 15:25

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A Copa do Mundo 2010 chegou ao fim. Uma pena para nós amantes do futebol e por esportes em geral.

Eu queria usar esse post para fazer algumas considerações pessoais sobre a competição, seleções, jogadores etc.

Primeiramente, é claro, dar os parabéns à seleção da Espanha pelo título inédito, coroando a equipe que apresentou, não na competição, ao longo dos anos anteriores, o futebol mais bonito. Não quer dizer que seja um espetáculo louvável e que merece grandes lembranças futuras, mas é uma luz numa escuridão técnica em que o futebol mundial está vivendo.

Agora seguem meus comentários da Copa 2010:

  1. Seleção “Brasileira”: a fraca campanha da seleção canarinho já era esperada. Eu sempre acreditei que o time era ruim, porém enfrentaria somente um jogo complicado na fase eliminatória (contra a Holanda) e que ganharia. Porém, isso não ocorreu. E perdemos para o único time “decente” que enfrentamos em toda a competição. Mostra que nossa toda poderosa equipe sempre foi uma equipe medíocre. Acredito que desde o momento em que a seleção contém somente jogadores (ou a grande maioria) ”estrangeiros” ela perdeu identidade com a torcida, com o país. Ver jogadores no baixo nível de um Felipe Melo ou Josué (Michel Bastos, Gilberto Silva … a lista é grande) representar o dito “melhor futebol do mundo” é uma vergonha. Bom, vou-me limitar a isso apenas. Caso contrário ficarei escrevendo um livro sobre eles. E eles não merecem.
  2. O MEU melhor jogador da copa: Diego Forlán. Inclusive o meia argentino foi eleito o melhor da FIFA, para minha surpresa. Não houve politicagem ao chamarem do time campeão. Forlán foi o maestro de um time apenas mediano, desacreditado por todos, que alcançou um honroso quarto lugar. Seu gol na disputa do terceiro lugar foi para coroar seu desempenho. Pena que aquela falta tenha parado na trave. Seria o êxtase uruguaio e meu. Eu estava torcendo, e muito, pela celeste. Uma pena.
  3. A MINHA melhor seleção da copa: Vão dizer que foi a Espanha. Eu quero dizer que foi a Alemanha. Não é tático. É puro bom futebol. Eles erraram em jogar tão retrancados contra os espanhóis e perderam a copa. Mas para mim foi a seleção que mais encheu os olhos nessa edição.
  4. A seleção surpresa: Uruguai. Uruguai. Uruguai. Da respecagem da América do Sul para as semifinais da Copa. De longe, MUITO longe, a melhor surpresa da copa.
  5. A seleção decepção: Inglaterra. Para mim não foi a Argentina. Eu sempre achei a seleção do Maradona excelente do meio para frente mas muito fraca atrás. Sempre. E quando encontrou um ataque decente, perdeu de 4. No caso da Inglaterra é incrível ver uma seleção no papel tão boa, com jogadores que arrebentam nos clubes europeus e fazer uma campanha tão ridícula. Não conseguiram jogar mais do que 20min de bom futebol. Claro que o juizão ajudou para o fracasso inglês. Mas não justifica um time com tanta pinta de campeão sequer ser primeiro da sua chave. Feio. E não me venham falar da França…
  6. O melhor técnico: Vicente Del Bosque poderia ser considerado o melhor técnico da copa, porém sabemos que não foi ele quem montou esse time vencedor espanhol. O “culpado” foi Luis Aragonês. Então, para mim, fica complicado dizer quem foi o melhor. Mas quero citar um em específico: Gerardo Martino, do Paraguai. O técnico argentino mostrou na partida contra a Espanha que é conhecedor tático, técnico e pessoal da sua equipe. Alterou 6 titulares para conseguir parar a seleção espanhola. E conseguiu. E somente não foi mais longe devido aos detalhes famosos no futebol. Em apenas uma partida Gerardo mostrou ao mundo como é ser técnico de uma equipe de futebol. Coisas que, principalmente, aqui no Brasil, não se vê mais. Por aqui, basta saber incentivar um bando de perna de pau que técnico vira mestre, “professor”. É preciso conhecer futebol!
  7. A melhor partida: Fiquei aqui pensando na melhor partida da Copa do Mundo. Me deparei com algumas partidas que foram ruins porém com momentos sublimes: Uruguai x Gana, pelas oitavas de final, e Espanha x Paraguai, pelas quartas de final. Mas essas partidas foram ruins tecnicamente durante todo o tempo. Somente no final que alguma coisa aconteceu. E coloca “alguma coisa” nisso! Mas não posso esquecer do jogo Alemanha 4 x 1 Inglaterra, pelas oitavas de final. Um jogo excelente tecnicamente, com rivalidade histórica, com grandes gols e com grandes erros da arbitragem. Puro futebol. Pobre do futebol que se nega a utilizar a tecnologia para ser, no mínimo, justo. Mas o espetáculo foi brilhante. Em segundo lugar, das melhores partidas, eu colocaria a disputa do terceiro lugar entre Uruguai e Alemanha. Um jogo disputado do começo ao fim (ao último segundo, diga-se) com grandes gols e craques em campo. MUITO melhor do que a final.
  8. O pior jogo: Infelizmente foi difícil escolher o pior jogo. Foram tantos!!!! Poderia citar o França 0×0 Uruguai, mas em respeito à excelente campanha celeste não vou colocá-lo como o pior de todos. Mas Argélia 0×1 Eslovênia foi pior. Teve um gol é verdade. Mas o jogo foi tão ruim que o único gol feito foi devido à uma falha grotesca do goleiro argelino. Frango digno para entrar na história das copas (sem deixar de lembrar o Green). Um jogo para esquecer, definitivamente. Obs: não assisti o jogo Nova Zelândia 0×0 Paraguai. Mas tenho amigos que viram e escolheram esse o pior. Bom, fica aqui a lembrança.
  9. O gol mais bonito: para mim o gol mais bonito foi o de Diego Forlán na disputa do terceiro lugar. Um golaço para coroar o melhor da Copa.
  10. Cenas marcantes: foram várias. Coloco aquelas que eu gostei mais e, para mim, marcaram a Copa do Mundo da África:
  • Eliminação dos Bafana-Bafana: a eliminação da seleção africana foi triste. Mas o mais impressionante foi no momento em que o Uruguai fez o terceiro gol, que praticamente eliminou os donos da casa com 1 rodada de antecedência: as vuvuzelas pararam. Sim!! Por incríveis 30 segundos o estádio esteve em completo silêncio, de pura tristeza;
  • “Deixa que eu toco sozinho”: quando o técnico francês Raymond Domenech se negou a cumprimentar o Parreira lembrou aquela brincadeira de criança “deixa que eu toco sozinho”. Cena hilária e de muita falta de educação do francês ;
  • “Comedor de catota”: a equipe da Alemanha jogou o fino da bola, surpreendendo muita gente. Mas o técnico Joachim Loew foi flagrado, ao vivo, no banco de reservas, retirando e comendo meleca de nariz. A famosa catota. Uma cena grotesca mas divertida da copa;
  • Desespero e comemoração de Suaréz: faltavam poucos segundo para acabar o segundo tempo da prorrogação entre Gana e Uruguai. Após uma incrível confusão dentro da área uruguaia a bola vai em direção ao gol. O atacante Luis Suarez jogou de goleiro e evitou o gol ganês. Penalti marcado e jogador expulso. As câmeras ficam filmando o choro de desespero de Suarez ao sair do campo, digno de uma equipe eliminada. Mas o penalti foi na trave. E, nesse instante, Suarez, a caminho do vestiário, vê o lance no telão e começa a comemorar. Uma cena muito interessante que ficou para a história das copas;
  • Voadora de De Jong: o lance típico de artes marciais foi realizado no jogo final. De Jong da Holanda acertou uma “voadora” no peito de Xabi Alonso. Uma cena grotesca e que rendeu apenas o cartão amarelo ao jogador laranja. Essa cena mostra como muitos jogadores ruins (pernas de pau, mesmo) distribuiram pancadas durante a competição. Nosso “querido” Felipe Melo é um deles. E muitos juizes não foram capazes de expulsar metade deles. E não me esqueço do Van Bommel, o cavalo holandês;
  • O gol que não foi: a imagem da bola entrando 33cm (!!!) dentro do gol alemão é a imagem da copa. A maior entidade esportiva do mundo não quer utilizar a tecnologia na maior competição do mundo. É tudo grande: a competição, a entidade, os times e a estupidez;
  • Os melhores foram embora: Cristiano Ronaldo, Kaka, Rooney e Messi chegaram à competição como sendo os grandes craques. Nada fizeram. Nada! Messi ainda fez uma ou outra partida boa, mas, como sempre, no momento decisivo não apareceu. Ronaldo ficava se olhando no telão do estádio para ver se estava bem arrumado. Kaká se apoiou em uma contusão muito conturbada para justificar sua pífia participação. E Rooney afundou junto ao seu time estrelado. Todos uma decepção. A mídia terá que justificar tamanho confete;
  • Os xingos mudos de Dunga: a cena que irá marcar a incapacidade profissional de um técnico esportivo, é aquela em que Dunga, técnico da seleção mais badalada do planeta, dispara xingos, sem emitir som, ao vivo, na coletiva oficial da competição. Uma grosseria e estupidez que não são dignas de nenhum técnico esportivo, ainda mais de uma seleção nacional. Ainda mais da maior de todas. Injustificável;
  • Jogadas de marketing: para conseguir aparecer mais na mídia ou burlar o cerco da organização da Copa, muitas empresas e pessoas criaram meios de divulgar sua marca. A modelo paraguaia Larissa Riquelme com seu enorme decote e as modelos holandesas da cerveja Bavária (holandesa), são duas jogadas interessantes e inteligentes de aparecer sem gastar dinheiro. Tonta é a mídia que divulgou todas essas imagens e notícias sem cobrar um tostão. Parabéns aos idealizadores dessas campanhas;

Para finalizar lanço meus pitacos para cada seleção na ordem da classificação final (elaborada por mim, diga-se):

  1. Espanha: começou o campeonato morna. E, para mim, só esquentou contra a Alemanha na semi. Esperava muito mais dos espanhóis. Considero a “menos pior” das seleções;
  2. Holanda: uma decepção apesar do louvável segundo lugar. Junto com a Espanha não vi muita graça nos seus jogos apesar de possuir uma excelente equipe. Mostrou que em momentos de decisão não decide, de novo;
  3. Alemanha: fantástica. Para mim a melhor seleção da copa. Errou no jogo contra a Espanha que poderia ter enfrentado mais ao invés de esperar o adversário jogar. Mas mostrou ao mundo que jogadores pouco egoístas, poucos egos inflamados e um bom técnico são capazzes de fazer uma seleção vitoriosa;
  4. Uruguai: a grande surpresa da Copa. Totalmente desacreditada até por uruguaios, a seleção ficou em primeiro do seu grupo e depois colheus os frutos dessa conquista com cruzamentos, teoricamente, mais fáceis. Uma seleção mediana mas que mostrou que coração e garra pode levar a equipe longe. Mas sabemos que só isso não é suficiente;
  5. Argentina: Jogou o que eu esperava dela. “Catado” ganha jogo, não ganha título. Um time com excelente meio de campo e ataque, porém uma defesa ruim. E somando-se a isso um técnico que não soube (não sabe) montar sua equipe. Assim que os argentinos enfrentaram uma equipe melhor montada e com um ataque melhor, perderam, e feio. Voltam para casa como foram: apenas esperança. Eternamente;
  6. Brasil: buuuuuuuuuuuuu Como brasileiro acompanho os jogos do Brasileirão e os atletas nos campeonatos internacionais. A convocação é um insulto ao torcedor. Não levamos os melhores. Não tínhamos um bom técnico. Não tínhamos nada. O sexto lugar é fruto de um cruzamento fácil com o Chile. Se fosse uma Suiça, será que passaríamos? Não sei;
  7. Paraguai: lutou com fibra até o último segundo de jogo. Teve a classificação histórica em um penalti. Mas falhou. Um time fraco mas que possuiu um técnico de qualidade: Gerardo Martino. Argentino, Gerardo soube montar sua equipe conforme às suas necessidades. Mostrou que conhece tática de futebol como poucos na Copa. Mas sempre há o limite técnico. Esse é complicado superar;
  8. Gana: o que falar da seleção que em 10 segundos estava na glória e depois foi ao fracasso? O penalti perdido por Asamoah Gyan no último lance da prorrogação contra o Uruguai jogou a esperança africana de obter a melhor posição da história. Mas convenhamos, não jogou para isso. Passou no sufoco na fase de classificação e surpreendeu os EUA. E só. Não merecia melhor sorte;
  9. Japão: contra a Dinamarca a seleção japonesa correu muito, marcou muito e sufocou os dinamarqueses em seu campo de defesa. Resultado? Vitória merecida e vaga nas oitavas de final. Mas contra o Paraguai, recuou. Justamente contra o time, teoricamente, mais fraco que enfrentou na Copa não quis jogar. Num jogo ruim perderam nos pênaltis. Se tivessem um pouco mais de coragem teriam ganho a partida. Perderam para sua própria incapacidade de acreditar num futuro melhor;
  10. Chile: chegou no seu limite. Segundo lugar do grupo e cruzamento com o Brasil. Não tem time para vencer a seleção brasileira, mesmo na qualidade técnica ruim atual. Fez sua obrigação, e nada mais;
  11. Portugal: trouxe um dos ex-astros da copa. Cristiano Ronaldo apareceu e muito na TV e no telão, do qual não tirava os olhos. A seleção fez sua obrigação. Encarou a Espanha de igual para igual. Não tem mais time, mas tem um jogador que, teoricamente, poderia resolver. Mas nada fez durante a competição inteira.
  12. EUA: eu esperava mais da seleção estadunidense. Acredito que eles tem tudo para ensinar ao mundo da bola que uma equipe bem montada pode superar esquemas táticos arcaicos baseados na defesa. Mas não conseguiram vingar. Mas podem esperar que nos próximos anos eles estarão entre os melhores. A cultura esportiva dos EUA é algo para se admirar e preocupar as demais seleções;
  13. Inglaterra: o maior fiasco da copa. Uma equipe repleta de estrelas de clubes mas não é uma seleção. Fábio Capello vive mais no nome do que na qualidade (como tantos outros técnicos mundo afora) e não conseguiu fazer esse time jogar. Talvez tudo isso seja reflexo do melhor campeonato do mundo estar recheado de estrangeiros. Os clubes ingleses são verdadeiras seleções mundiais, mas sua seleção está longe de emplacar;
  14. México: acredito que a principal partida mexicana na copa foi a derrota para o Uruguai. Nesse jogo não conseguiram vencer seu concorrente direto. Talvez, eu disse talvez, o México estivesse nas semis se tivesse ganho esse jogo. Não ganhou. Não fez sua obrigação. Não fez mais nada. O jogo contra a Argentina mostrou um time valente mas repleto de problemas. A defesa é muito vulnerável e o ataque inoperante. Desse modo não tem vida longa em copas;
  15. Eslováquia: essa seleção só fez uma partida decente: a vitória contra a Itália. O esquema de cruzamentos na área para os altos atacantes é muito ultrapassado e não trás resultados. Nas quartas de final a Holanda não precisou de muito esforço para vencer. Essa é uma seleção que não deixou legado algum na copa;
  16. Coréia do Sul: a classificação da seleção sul coreana me surpreendeu positivamente. Mostrou uma equipe com alguns bons jogadores e uma aplicação tática interessante. Mas não tem nada além disso. Acredito que chegaram mais devido às incompetências nigerianas e gregas do que seu esforço;
  17. Costa do Marfim: os marfinenses deixaram a entender que dependem, e muito, de Didie Drogba. Quando ele não jogou, eles não jogaram. A primeira partida contra Portugal foi o divisor de águas nas pretensões africanas. Mas uma coisa eles souberam fazer: bater. Elano sabe muito bem disso;
  18. Eslovênia: sinceramente, não deixará saudades. Uma bela retranca com chutões para frente. Quase se classificaram graças à mais uma péssima arbitragem que anulou um gol estadunidense. Não tem como falar muito deles. Não sabem atacar. E foi exigido isso deles. Logo, não foram longe;
  19. Suiça: uma das poucas seleções que fiquei feliz de verdade em não conseguir classificar. Jogam somente na retranca. No ferrolho suiço, como alguns dizem. E só. Se derem sorte, fazem um gol sem querer e ganham de time bom (como foi o caso contra a Espanha). De resto é defesa, defesa, defesa e chutão para frente. Foi tarde!
  20. África do Sul: os bafana bafana não eram os piores africanos da copa. Acredito, pelo o que vi, que eram até os melhores junto de Gana. Mas o grupo não ajudou. A pressão não ajudou. E o Uruguai também não ajudou. A goleada sofrida para a celeste estava fora dos planos e afundou de vez o sonho africano. Mas convenhamos: não passariam das oitavas de final. Time limitado tecnicamente e fraco no ataque. Nos momentos que foram exigidos mais técnica não conseguiram;
  21. Austrália: incrível, os auzzies jogaram bola!! Eu esperava muito menos dessa seleção. Não que isso fosse muita coisa, é verdade. Mas deixaram de dar pancada para todo lado e resolveram jogar bola. Ainda pecam na baixíssima qualidade técnica mas já evoluiram em relação a copa passada. E só;
  22. Nova Zelândia: o mínimo de vontade de vencer enterrou o sonho kiwi de se classificar. Precisavam ganhar de 1xo do Paraguai e chutaram 4 bolas ao gol. E todas para fora. Resolveram atacar somente nos 10 últimos minutos do jogo. Não tiveram gana de vencer. Então ficaram no caminho. Merecido;
  23. Sérvia: eu esperava um pouco mais dos sérvios. Nada de espetacular, mas esperava um futebol mais competitivo. Repetiu o mesmo futebol de eslovacos, eslovênios, gregos, suiços e cia: muita retranca e muito chutão. E perderam para a Austrália. Também não deixará saudades;
  24. Dinamarca: não sou historiador de futebol para afirmar isso, mas quero deixar registrado que é a pior seleção dinamarquesa que vi jogar. Pouca criatividade e nítida falta de técnica no meio de campo. O Japão soube explorar isso e enterrou a esperança de qualquer classificação. Uma pena. Para quem viu uma Dinamáquina jogar (eu sei que faz muito tempo, mas dá saudades) essa seleção foi para esquecer;
  25. Grécia: foi tarde! Sinceramente, achei horrível. Uma das piores seleções da competição. Vivem no eterno título da Eurocopa de 2006, mas esqueceram que milagre não acontece duas vezes. É preciso ter jogador, técnico, vontade… sei lá. É preciso saber jogar futebol;
  26. Itália: bom, só a posição final dos italianos já diz tudo. Mas fiquei feliz que eles perderam feio. Mostra para o mundo que o futebol total apresentado por eles está ultrapassado. Só saber marcar não vence nada. Venceu 4 anos atrás e tantas outras vezes. Mas dessa vez, ainda bem, não sairam do último lugar do grupo;
  27. Nigéria: tinha tudo para conseguir se classificar, mas deixou escapar no último jogo. Estavam ganhando e perderam. Deixou a impressão que, se estivessem mais dispostos, poderiam render mais. Mas acho que só foi a impressão mesmo;
  28. Argélia: muitos cabelos coloridos em time africano.  Acho que será o time africano mais multicolorido da história das copas. E só. Será que para eles está bom? Espero que não;
  29. França: a piada da copa. Muita arrogância, pouca técnica, muito falatório e classificação injusta. Somando-se a tudo isso ao técnico péssimo e grupo desunido. Não esperava nada da França. Ao menos não me surpreenderam;
  30. Honduras: cumpriram o que se esperava deles: perder de pouco. Hondurenhos foram passear e saíram com poucos gols contras (somente 3) na bagagem. Acredito que tenha sido um saldo positivo para eles;
  31. Camarões: a vergonha africana. O dito craque do time Samuel Eto’o chegou a blasfemar que os leões indomáveis poderiam ser campeões do mundo. Estiveram perto de serem o vexame do mundo. Muito ruins e mal posicionados em campo. A seleção é com certeza a pior que vi jogar de verde, amarelo e vermelho. Eto’o deveria colocar os pés no chão e acertar a bola, nem que seja por uma vez apenas;
  32. Coréia do Norte: saíram do seu país. Encararam o Brasil. Apanharam de Portugal e da Costa do Marfim. Acho que está bom. Ruim está a seleção do Dunga ter tomado um mini sufoco deles. Isso foi feio.

Que venha a copa 2014!!

Por aqui não tem NADA pronto… como sempre.

08/07/2010

Festa francesa

Arquivado em: Marketing Esportivo — Gustavo Scalzilli @ 14:43

Estou acompanhando a Volta da França (Tour de France) e fico admirado como a competição é capaz de levar milhares de torcedores às ruas para ver de perto os atletas.

Dependendo da localização a velocidade com que os atletas passam chega a 65km/h. Até mais. Os fãs ficam horas esperando o momento em que podem acompanhar a prova. E tudo passa muito rápido. Porém, fazem pic-nics, churrasco, festas etc. É tudo uma grande festa. O ciclismo é uma grande festa para os franceses e europeus em geral.

Uma pena que aqui no Brasil não tenhamos o mesmo carinho por esse esporte tão bonito e competitivo. Lembro que ano passado a Volta de São Paulo passou por Campinas, e no quarteirão atrás de minha casa. Incrível que não tinha nada indicando que eles passariam por ali. Nenhuma faixa, outdoor ou sequer comunicado para o bairro. Assisti totalmente sem querer quando fiquei preso no trânsito esperando a passagem dos atletas. Foi lindo de ver. Uma pena que não estive preparado, fazendo minha festa particular.

Esse é um ponto importante dos eventos esportivos de grande porte: envolver a comunidade em que eles são realizados. Muitas competições passam um curto espaço de tempo em uma determinada cidade. E na grande maioria, passa desapercebida. O envolvimento das comunidades é fundamental para angariar novos fãs para esportes menos conhecidos, como ciclismo ou corrida de aventura. Uma boa maneira de realizar o envolvimento é com a geração de worskshops com os atletas para apresentar e expor a modalidade.

Precisamos pensar nisso. Caso contrário sempre estaremos com públicos reduzidos e dificuldade de justificar os investimentos dos patrocinadores.

05/07/2010

Começou o Tour de France

Arquivado em: 2010 — Gustavo Scalzilli @ 10:14

Estou atrasado nesse post mas queria expor que o Tour de France, a maior competição de ciclismo do mundo, começou no último dia 1/7.

Hoje estão no estágio 2 Bruxelas - Spa. O site oficial proporciona acompanhar, virtualmente, todas as etapas. Imperdível!! A ESPN Internacional está transmitindo 1h de cada etapa ao vivo, como ano passado. Poderia ser a etapa toda, ao invés de passar beisebol, por exemplo. Mas é a vida.

Comentarei por aqui minhas impressões sobre o Le Tour. Lembrando que não sou especialista em ciclismo e farei comentários como um leigo e fã do evento.

29/06/2010

O submundo da FIFA

Arquivado em: Futebol — Gustavo Scalzilli @ 09:48

Foi publicado no Estado de São Paulo uma entrevista com Andrew Jennings jornalista escocês que investiga a corrupção na FIFA e no COI.

A entrevista foi divulgada no blog do Juca Kfouri e pode ser acessada aqui.

Imperdível para todos nós entendamos como funciona a entidade máxima do futebol e qual o motivo que coisas tão simples como o recurso eletrônico em partidas da Copa do Mundo não são postas em prática.

É tudo uma grande vergonha que muitos de nós já sabíamos. Mas é difícil quando jogam na nossa cara.

28/06/2010

Atraso tecnológico

Arquivado em: Copa do Mundo 2010 — Gustavo Scalzilli @ 12:12
A bola entrou. Só o juiz "não viu".
A bola entrou. Só o juiz “não viu”.

A Copa do Mundo da FIFA 2010 já iniciou a sua fase eliminatória. E, infelizmente, a arbitragem está influenciando nos resultados finais. Esse fato não é novo e continuará acontecendo se a entidade máxima do futebol mundial não sair de seu atraso tecnológico.

O gol impedido da Argentina e a bola que entrou no ataque da Inglaterra são erros clamorosos que seriam sanados com o simples uso das imagens de TV. É simples. Muito simples. Em grandes competições como Wimbledon, futebol americano da NFL e até NBA, esse recurso é utilizado com sucesso.

Todos nós sabemos que a arbitragem é sucetível a erros. É normal. Os recursos tecnológicos estariam presentes para sanar dúvidas que poderiam, ou não, alterar o resultado final de uma partida. Mas isso a FIFA não quer. Ela considera que erros da arbitragem “fazem parte do espetáculos”. É ridículo! Com tantos bilhões de dólares envolvidos na organização, patrocínio, treinos e transmissões de uma Copa do Mundo, é inadimíssivel que ainda se considere erros desse porte “normais.”

Seria muito simples em competições internacionais cada técnico possuir um desafio por tempo. Ele poderia pedir que uma decisão da arbitragem fosse “desafiada”. Simples. Isso resolveria um grande número de problemas que vemos hoje e que ajudaram a eliminar as seleções da Inglaterra e México da competição.

Muito se diz que os resultados seriam diferentes caso esses gols teriam sido revistos. Não sei. Mas é fato que as classificações serão questionadas sempre com a pergunta: “E se o juiz tivesse voltado atrás?” Quem perde é o esporte. Sempre.

24/06/2010

Maratona na grama

Arquivado em: Tênis — Gustavo Scalzilli @ 13:35

cansaço_wimbledon

Era um jogo de tênis. Era em Wimbledon. A quadra não era a principal. Os jogadores eram meros coadjuvantes: John Isner (cabeça de chave 23) e Nicolas Mahut. Tinha tudo para ser um simples jogo da primeira rodada. Mas o jogo foi adiado no primeiro dia por falta de luz. Estavam no 5o e último set.

Recomeçaram no dia seguinte. E após 7h de jogo tiveram que adiar novamente por falta de luz natural. Já eram aproximadamente 10h de tênis e estava 59×59 no último set. Não é basquete! É tênis e esse era o placar. Inacreditável.

Hoje retornaram à quadra para terminar o jogo mais duradouro da história do tênis. Isner venceu por 70 x 68 o último set. Após 11h5min de jogo. Total de 215 aces e 980 pontos disputados. Inacreditável!!

Ambos os jogadores entraram para a história no jogo de maior duração de todos os tempos. Houve reconhecimento por parte da organização de Wimbledon que premiou ambos os tenistas e o juiz de cadeira, por essa partida. Para os fãs de esporte é uma amostra da superação dos atletas em busca do resultado. Lindo demais!